terça-feira, 22 de novembro de 2011

"O SER E O VIR A SER"

      A mais famosa controvérsia da filosofia antiga ocorreu entre os sistemas e aforismos apresentados pelos filósofos pré-socráticos Parmênides e Heráclito.
Platão costumava dizer, com justa razão, que os pré-socráticos eram as “crianças da filosofia”, por desenvolverem um sistema filosófico universal baseado em premissas fragmentárias da realidade.
Parmênides era, por excelência, o filósofo do ser, da essência imutável que paira inalterada no âmago de todas as coisas. Ele afirmava que “Aquilo que é, é Jamais pode deixar de ser, embora passe por mudanças superficiais, que, de modo algum afetam, a “seidade essencial”, ou o ser em si (ontos) que é a verdadeira natureza da criatura em suas dimensões mais profundas e transcendentes”.
Heráclito afirmava justamente o oposto: “Um homem não pode entrar duas vezes num mesmo rio, porque na segunda vez em que entrar, o homem já não é o mesmo, e o rio também não é o mesmo”. Heráclito era o filósofo da existência, do devir, do movimento dialético, das mudanças e das transformações inevitáveis de tudo o que existe.
Causava espanto aos antigos gregos como dois gigantes do pensamento podiam divergir de forma tão frontal e sustentar pontos de vista diametralmente opostos.
Como dizia Platão, os pré-socráticos eram profundos em sua filosofia , mas ainda imaturos em sua cosmovisão (ou antropovisão). Sua visão de mundo era sustentada por pressupostos particulares, como na parábola dos três cegos que apalpavam um elefante e debatiam sobre sua forma: O primeiro deles tocou a tromba e afirmou: “um elefante é como uma grande serpente”. O segundo tocou a perna e disse: “um elefante é como um tronco de árvore”. O terceiro tocou a orelha e sentenciou: “um elefante é como uma espessa folha de bananeira”.
A divergência antológica de Parmênides e Heráclito pode ser resolvida através de uma frase magistral do filósofo francês Henri Bergson: “Tudo muda sobre um fundo de permanência”. Esse conceito de Bergson equilibra a verdade existente e ambos os sistemas, estabelecendo uma unidade conciliadora para as verdades parciais de Parmênides e de Heráclito.
A teósofa Helena P. Blavatsky também contribuiu para clarear esse assunto, afirmando: “Do ponto de vista subjetivo, tudo é um eterno ser. E do ponto de vista objetivo, tudo é um eterno Vir-a-ser”. Essa é outra visão unificadora, onde o ser e o “vir-a-ser” coexistem, formando um equilíbrio de contrários abarcado pela harmonia maior que transcende todas as oposições.
A conclusão que podemos extrair dessas duas sínteses magistrais é que o ser humano é uma unidade na diversidade (exatamente como o macrocosmo ou o universo).
O homem é um microcosmo em formação. O mais grave erro de todas as concepções fechadas, definitivas e acabadas sobre a natureza humana é que ignora o fato de que o homem é um processo e não uma coisa acabada.
Tudo o que podemos perceber sobre uma pessoa ou sobre a humanidade, de modo geral, é apenas um pequeno segmento de uma longa jornada, ou de um prolongado processo de desdobramento de causas, efeitos e aprendizado ao longo do tempo. Não temos a capacidade de ver as causas remotas, nem os efeitos que se desdobram na direção do futuro.
O ser é centro imóvel de onde provêm a vida e a consciência. O Vir-a-ser é a capacidade do Ser de manifestar-se de forma cada vez mais completa, transformando em atos a potência que traz dentro de si.
A vida é a eterna dinâmica do Ser e do Vir-a-ser: a perpétua transformação e movimento em torno de um centro estático. E a harmonia consiste no equilíbrio dessas duas forças, de modo que o movimento ocorra sempre, porém centrado e focado no ponto Laya ou centro de origem, sem o qual o movimento se dissiparia em atividade periférica, dispersiva e caótica.
O fracasso de nossa atual civilização decorre do fato de que não conseguiu fazer a síntese equilibrada entre esses dois princípios. A civilização ocidental perdeu-se no caos dispersivo da periferia. E a civilização oriental ficou presa ao quietismo imóvel do centro.
Cabe ao novo período cíclico de evolução da humanidade fazer essa nova síntese e encontrar através dela uma forma sustentável de civilização.  


ATIVIDADES:

1. Analise o texto "O SER E O VIR A SER", destacando as ideias que mais lhe chamamou a atenção, enumerando-as abaixo:


2. Explique as seguintes afirmativas:

   2.1. O homem é um microcósmo em formação:

   2.2. O homem é um eterno vir-a ser:


3. Qual a conclusão do texto?
 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

NOVA PROPOSTA EN. MÉDIO

Vamos conhecer a nova proposta do Ensino Médio enviada pela 25ª CRE, e SEDUC/RS. Reunam-se em grupos por segmentos, e analisem  o Documento referente ao Tema proposto.

NOVA PROPOSTA ENSINO MÉDIO/RS
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_6VVrMdt9YhuALMe5hA-MUf8gt4NiFmoJpFBJMZbESuDacnCAPjOaSPeL2ij4l4IDIijVhcTmmAUS4z8GP9zkeZmKEtOgT9gDTEnh144fWdj3sajW5Bw59VpbPQeud-5XeCyUsBjZhHhd/s1600/trabalho+em+equipe.jpg


A PARTIR DO DOCUMENTO ANALISADO E DISCUTIDO NO GRUPO,EXPLIQUE COMO ACONTECERÁ O ENSINO MÉDIO:
1º. ENSINO MÉDIO POLITÉCNICO
2º. ENSINO MÉDIO NORMAL
3º . ENSINO MÉDIO INTEGRADO
4º.  DESTAQUE O ENSINO MÉDIO QUE NA SUA OPINIÃO ATENDE  MAIS A REALIDADE DE NOSSO MUNICÍPIO